Na apresentação oral procurei relatar sobre minhas aprendizagens durante o semestre e o como cada interdisciplina contribuiu para que elas acontecessem. Através da troca de experiência, do diálogo, e de constantes informações, fui construindo bases para minha vida profissional e pessoal, e estas se refletem diretamente em minhas práticas pedagógicas. Durante o terceiro eixo, posso afirmar que a integração dos conhecimentos adquiridos, aconteceu de forma bastante natural, até mesmo sem a intencionalidade, pois conforme fomos nos interando dos conteúdos de cada interdiscilina, fomos também utilizando-se deles para complementar cada atividade realizada, dessa forma as práticas pedagógicas foram inevitavelmente interdiscliplinares, sendo que contemplaram conhecimentos e experiências entre elas.
Como as interdisciplinas estavam tão ligadas umas com as outras, resolvi não destacar apenas uma como sendo mais ou menos importante, visto que funcionaram perfeitamente no complemento uma da outra.
Na interdisciplina de Literatura, gostaria de destacar a atividade de contação de história, na qual considerei mais significativa para meu trabalho e também no enriquecimento das minhas vivências. Sempre gostei de contar história, quer para os alunos, afilhados, primos, enfim, e acreditava que o fazia com envolvimento, mas agora percebo que posso utilizar de alguns recursos para deixa-la ainda mais atraente. Saber usar a voz é bastante importante, pois nos permite dar vida ao personagem, fazendo despertar no outro, vários sentimentos, de medo, de suspense, de alegria, entre outros. Conhecer bem a história que se quer contar é fundamental, pois possibilita segurança, tanto para quem conta, quanto para quem escuta. Devemos também saber utilizar o espaço fisco disponível, diversificando posições e lançando olhares para o público em geral. O cenário é uma ferramenta bem interessante que podemos utilizar, criando toda uma expectativa em torno da história que vamos contar. Para a realização desta atividade foi impossível não utilizar-se de técnicas vistas em Teatro, Música, Ludicidade e Artes Visuais, pois todas elas nos auxiliavam, acrescentando algo a mais em nossa contação.
Através das aulas de teatro, aprimoramos nosso auto-conhecimento, por meio de exercício corporal, facial, técnicas de improvisação, permitindo que fossemos ao poucos adquirindo mais segurança na realização de todas as atividades propostas.
Quanto a interdisciplina de música, não há como negar o grande fascínio que ela desperta em todos nós. Como vimos através dos textos, é muito comum o uso de melodias nas mais diversas situações, como as mães que desde o início da gestação ouvem músicas calmas e agradáveis, para dessa forma transmitir tranqüilidade para o bebê durante e depois da gravidez. Na escola é muito gratificante quando trabalhamos música com os alunos, pois através dela, vivenciamos momentos alegres de descontração, na qual a aprendizagem acontece de forma prazerosa, por meio de músicas educativas que despertam nas crianças a satisfação em aprender. O texto porque você ouve tanta porcaria, também me proporcionou momentos significativos de aprendizagem e reflexões, pude conhecer um pouco melhor como funciona o mercado fonográfico e suas “máscaras”. Confesso ter adotado uma postura bem mais crítica sobre a qualidade das músicas que escuto e sobre aquelas que o mercado lança como sendo grandes sucessos. Procurei aos poucos, fazer com que os alunos também adotassem tal postura, buscando alternativas ás músicas do momento. Como minha preferência musical é gauchesca, selecionei alguns cds, e com a ajuda da professora de educação física, fomos identificando ritmos existentes dentro da música regional, como vanera, xote, chamamé, entre outros e também conhecendo um pouco do que falavam as letras dessas melodias, finalizando a atividade com muita dança, é claro.
Com a interdisciplina de Artes Visuais pude ampliar a visão que tinha sobre como desenvolver a arte em sala de aula, diferentemente daqueles conceitos tradicionais que muitas vezes influenciam nossa maneira de agir. A Visita a Bienal me fez descobrir um universo completamente novo, que antes acreditava não ter interesse. Hoje tenho consciência do que arte representa no mundo em que vivemos, e que através dela podemos nos indagar e refletir sobre coisas que estão ao nosso redor, e várias vezes não percebemos. Todas estas experiências influenciaram diretamente a minha prática com os alunos, pois descobri que através da análise de uma obra, por exemplo, posso desenvolver neles uma forma para se expressaram, expondo o que pensam, de acordo com o seu ponto de vista, fazendo com que desenvolvam também a imaginação e concentração, estas muito importantes no processo de aprendizagem de cada um.
Por último a interdisciplina de ludicidade e educação, que para mim, foi a que melhor se integrou em todas as outras interdisciplinas, tendo em vista que todas as atividades realizadas durante este semestre, tinham a preocupação de tornar a nossa prática, mais prazerosa (lúdica) para os alunos. Gostaria de enfatizar a entrevista da Psicopedagoga Tania Fortuna, que nos fez rever os conceitos sobre o brincar e a importância que exerce no desenvolvimento com um todo na vida da criança. Tornar algo lúdico, significa estabelecer uma relação de satisfação do sujeito sobre a ação que executa. Gostei muito do exemplo que ela citou, quando disse que brincar de boneca deixa de ser lúdico quando nós fizemos com que isso ocorra. A liberdade é peça fundamental dentro da perspectiva lúdica, até mesmo o brincar pode perder sua ludicidade, se ditarmos dia e hora para que ele aconteça, pois dessa forma ele deixa de ser espontâneo e passa ser uma atividade dirigida como outra atividade. Outra parte da entrevista que achei bastante interessante foi quando a Psicopedagoga falou que o brincar não termina quando a infância acaba, apenas sofre transformações e acontece de maneira diferente na vida adulta. A criança brinca enquanto trabalha, enquanto o adulto brinca ao trabalhar. A partir dessa entrevista passei a valorizar mais o brincar em sala de aula, agora não mais como um apoio ás atividades desenvolvidas, mas como parte algo ativo, ciente da contribuição que terá nas demais atividades, tornando-as mais significativas e prazerosas para o aluno.
No Seminário Integrador III, é importante lembrar da utilização do portifólio nas aprendizagens de todas as interdiscplinas, pois ao fazer nossas publicações, íamos selecionando as mais significativas, que além de facilitar na localização dos conteúdos, também contribuiu para reforçá-las ainda mais.
Conclui dizendo que todas as interdisciplinas contribuíram em nosso fazer pedagógico de uma maneira fantástica, porque nos motivaram a transformar teoria em prática.
Como as interdisciplinas estavam tão ligadas umas com as outras, resolvi não destacar apenas uma como sendo mais ou menos importante, visto que funcionaram perfeitamente no complemento uma da outra.
Na interdisciplina de Literatura, gostaria de destacar a atividade de contação de história, na qual considerei mais significativa para meu trabalho e também no enriquecimento das minhas vivências. Sempre gostei de contar história, quer para os alunos, afilhados, primos, enfim, e acreditava que o fazia com envolvimento, mas agora percebo que posso utilizar de alguns recursos para deixa-la ainda mais atraente. Saber usar a voz é bastante importante, pois nos permite dar vida ao personagem, fazendo despertar no outro, vários sentimentos, de medo, de suspense, de alegria, entre outros. Conhecer bem a história que se quer contar é fundamental, pois possibilita segurança, tanto para quem conta, quanto para quem escuta. Devemos também saber utilizar o espaço fisco disponível, diversificando posições e lançando olhares para o público em geral. O cenário é uma ferramenta bem interessante que podemos utilizar, criando toda uma expectativa em torno da história que vamos contar. Para a realização desta atividade foi impossível não utilizar-se de técnicas vistas em Teatro, Música, Ludicidade e Artes Visuais, pois todas elas nos auxiliavam, acrescentando algo a mais em nossa contação.
Através das aulas de teatro, aprimoramos nosso auto-conhecimento, por meio de exercício corporal, facial, técnicas de improvisação, permitindo que fossemos ao poucos adquirindo mais segurança na realização de todas as atividades propostas.
Quanto a interdisciplina de música, não há como negar o grande fascínio que ela desperta em todos nós. Como vimos através dos textos, é muito comum o uso de melodias nas mais diversas situações, como as mães que desde o início da gestação ouvem músicas calmas e agradáveis, para dessa forma transmitir tranqüilidade para o bebê durante e depois da gravidez. Na escola é muito gratificante quando trabalhamos música com os alunos, pois através dela, vivenciamos momentos alegres de descontração, na qual a aprendizagem acontece de forma prazerosa, por meio de músicas educativas que despertam nas crianças a satisfação em aprender. O texto porque você ouve tanta porcaria, também me proporcionou momentos significativos de aprendizagem e reflexões, pude conhecer um pouco melhor como funciona o mercado fonográfico e suas “máscaras”. Confesso ter adotado uma postura bem mais crítica sobre a qualidade das músicas que escuto e sobre aquelas que o mercado lança como sendo grandes sucessos. Procurei aos poucos, fazer com que os alunos também adotassem tal postura, buscando alternativas ás músicas do momento. Como minha preferência musical é gauchesca, selecionei alguns cds, e com a ajuda da professora de educação física, fomos identificando ritmos existentes dentro da música regional, como vanera, xote, chamamé, entre outros e também conhecendo um pouco do que falavam as letras dessas melodias, finalizando a atividade com muita dança, é claro.
Com a interdisciplina de Artes Visuais pude ampliar a visão que tinha sobre como desenvolver a arte em sala de aula, diferentemente daqueles conceitos tradicionais que muitas vezes influenciam nossa maneira de agir. A Visita a Bienal me fez descobrir um universo completamente novo, que antes acreditava não ter interesse. Hoje tenho consciência do que arte representa no mundo em que vivemos, e que através dela podemos nos indagar e refletir sobre coisas que estão ao nosso redor, e várias vezes não percebemos. Todas estas experiências influenciaram diretamente a minha prática com os alunos, pois descobri que através da análise de uma obra, por exemplo, posso desenvolver neles uma forma para se expressaram, expondo o que pensam, de acordo com o seu ponto de vista, fazendo com que desenvolvam também a imaginação e concentração, estas muito importantes no processo de aprendizagem de cada um.
Por último a interdisciplina de ludicidade e educação, que para mim, foi a que melhor se integrou em todas as outras interdisciplinas, tendo em vista que todas as atividades realizadas durante este semestre, tinham a preocupação de tornar a nossa prática, mais prazerosa (lúdica) para os alunos. Gostaria de enfatizar a entrevista da Psicopedagoga Tania Fortuna, que nos fez rever os conceitos sobre o brincar e a importância que exerce no desenvolvimento com um todo na vida da criança. Tornar algo lúdico, significa estabelecer uma relação de satisfação do sujeito sobre a ação que executa. Gostei muito do exemplo que ela citou, quando disse que brincar de boneca deixa de ser lúdico quando nós fizemos com que isso ocorra. A liberdade é peça fundamental dentro da perspectiva lúdica, até mesmo o brincar pode perder sua ludicidade, se ditarmos dia e hora para que ele aconteça, pois dessa forma ele deixa de ser espontâneo e passa ser uma atividade dirigida como outra atividade. Outra parte da entrevista que achei bastante interessante foi quando a Psicopedagoga falou que o brincar não termina quando a infância acaba, apenas sofre transformações e acontece de maneira diferente na vida adulta. A criança brinca enquanto trabalha, enquanto o adulto brinca ao trabalhar. A partir dessa entrevista passei a valorizar mais o brincar em sala de aula, agora não mais como um apoio ás atividades desenvolvidas, mas como parte algo ativo, ciente da contribuição que terá nas demais atividades, tornando-as mais significativas e prazerosas para o aluno.
No Seminário Integrador III, é importante lembrar da utilização do portifólio nas aprendizagens de todas as interdiscplinas, pois ao fazer nossas publicações, íamos selecionando as mais significativas, que além de facilitar na localização dos conteúdos, também contribuiu para reforçá-las ainda mais.
Conclui dizendo que todas as interdisciplinas contribuíram em nosso fazer pedagógico de uma maneira fantástica, porque nos motivaram a transformar teoria em prática.
Um comentário:
Daiane!!
Pela forma como escreves pode-se perceber que o uso do portfólio para o registro das tuas aprendizagens foi bem importante para facilitar no resgaste delas. Vejo também que conseguiste relacionar uma interdiscplina a outra fazendo um verdadeira elo entre elas.
A apresentação oral é importante relmente por isso. Pois é nesse momento que conseguimos estruturas nossas aprendizagens para poder apresenta-las e mais ainda podemos notar as relações que são estabelecidas entre elas.
Sua postagem está bem esclarecedora e rica em detalhes. Parabéns!!
Abraços
Roberta
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